TSE identifica doações de mortos em campanha de Bolsonaro de 2022
Relatório técnico aponta uso de CPFs de falecidos para inflar receitas da chapa derrotada no último pleito.
Jair Bolsonaro durante campanha em 2022. Foto: Isac Nóbrega
JR Vital

Um relatório detalhado da área técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelou inconsistências graves na prestação de contas da campanha de Jair Bolsonaro (PL) e Walter Braga Netto referente às eleições de 2022. O documento, encaminhado ao gabinete do ministro Antonio Carlos Ferreira, detalha o recebimento de doações financeiras vinculadas a CPFs de pessoas falecidas, configurando o que analistas chamam de “doadores fantasmas”.
O caso Damião de Araújo Silva
O ponto mais crítico do relatório envolve cinco transferências que somam R$ 6.132,00, originadas de um CPF pertencente a Damião de Araújo Silva. Segundo os registros cadastrais, Damião faleceu em 2018, quatro anos antes do pleito em questão. As doações ocorreram na semana imediatamente posterior ao primeiro turno de 2022, utilizando valores que remetiam ao número de urna do Partido Liberal (22).
Embora familiares tenham alegado inicialmente que as doações foram uma “homenagem” utilizando recursos do espólio, os analistas do tribunal destacaram que o titular do CPF não votava desde antes das eleições de 2018 devido ao óbito. A prática levanta suspeitas sobre a integridade do sistema de arrecadação da chapa. Mais no diariocarioca
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