Carnaval na Vila Mimosa celebra memória e potência da região
Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil
© Fernando Frazão/Agência Brasil


Apesar de homenagens e palavras de apoio, a maior parte das trabalhadoras não se junta ao bloco de carnaval. Prefere dançar e observar a festa a partir das calçadas e do interior dos bares. É o caso de Estrela, de 58 anos.
“Eu vou dançar aqui de longe, porque não quero chamar muito a atenção”, diz.
“Na boate, não estou nem aí, mas tenho medo que o bloco ache ruim eu dançar com ele, então fico dançando aqui, porque eu respeito”, completa.
Este é um dos desafios do “Bloco Zona do Mangue e Vila Mimosa”, que desfilou na noite chuvosa da última sexta-feira (6) pelas ruas da Praça da Bandeira, no Rio de Janeiro. Moradores da região criaram a festa em 2018 para celebrar a memória e potência cultural do lugar, historicamente estigmatizado por reunir pontos de prostituição.
A integração com as trabalhadoras do sexo, no entanto, nem sempre ocorre da maneira desejada, explica Cleide Almeida, presidente do bloco e assistente social. Mais na agenciabrasil
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