Por Patrícia Campos Mello e Caio Spechoto | Folhapress

Foto: Ricardo Stuckert/ PR
O Brasil negocia um acordo sobre minerais críticos com a Índia, em um esforço para ampliar as possibilidades de cooperação na área. Se as conversas evoluírem, a parceria poderá ser assinada na viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao país asiático, marcada para depois do Carnaval.
O governo brasileiro afasta a possibilidade de assinar com os Estados Unidos um acordo seguindo as diretrizes lançadas pelo presidente americano, Donald Trump, na reunião ministerial em Washington nesta semana. E também não está disposto a integrar o "Fórum de Engajamento em Recursos Geoestratégicos" lançado pelo país.
Para o Planalto, esses acordos visam a isolar a China e estabelecer fornecimento exclusivo de minerais críticos aos Estados Unidos.
A visão do governo brasileiro é que entrar em um acordo com essas restrições ou integrar o fórum lançado por Washington seria uma camisa de força e não interessaria ao Brasil, que tem a segunda maior reserva de minerais críticos do mundo.
O Brasil quer universalidade e bilateralidade em acordos de minerais críticos –pretende negociar com todos os países, sem exceção, e não quer assinar pactos multilaterais, quer tratados bilaterais.
O objetivo do fórum e dos acordos dos EUA é reduzir a dependência do fornecimento de minerais críticos da China. O país asiático tem a maior reserva de minerais críticos do mundo e a maior capacidade de processamento. Em meio ao tarifaço de Trump, Pequim restringiu a exportação de diversos desses minerais, essenciais para o setor de alta tecnologia.









































