Dado consta na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, realizada pelo IBGE
SBT News
Linha de produção em fábrica na Zona Franca de Manaus | Divulgação/CNI

A porcentagem de trabalhadores por conta própria no Brasil que possuem CNPJ era de 27,1% em 2025, abrangendo mais de 7 milhões de pessoas. Os dados constam na "Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua – Características Adicionais do Mercado de Trabalho", divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (23).
O resultado, que é o maior da série histórica iniciada em 2012, representa um aumento de 12,1 pontos percentuais na comparação com o ano em que o indicador começou a ser medido, quando o percentual foi de 15%.
Apesar do recorde, a porcentagem de trabalhadores por conta própria formalizados ainda é considerada baixa. “É obvio que 27,1% de pessoas registradas no seu empreendimento [no caso dos conta própria] é um valor baixo. O que se espera são valores maiores, porque tem uma série de benefícios e contribuições que o registro pode trazer”, explica o analista do IBGE William Kratochwill, responsável pela pesquisa.
Segundo o especialista, o percentual baixo se deve à grande quantidade de trabalhadores com um menor grau de instrução. No grupo sem escolaridade ou com ensino fundamental incompleto, a taxa de pessoas com CNPJ foi de 11,1%. A proporção aumenta gradualmente entre aqueles com ensino fundamental completo e médio incompleto (18,6%), com ensino médio completo e superior incompleto (29,7%); e com ensino superior completo (50,8%).
Entre os empregadores, a taxa de formalização também cresceu, chegando a 81,1% em 2025. Esse resultado representa um avanço de 5,5 pontos percentuais em relação ao início da série, em 2012, quando o percentual era de 75,6%.
Formalização é maior na região Sul
A região Sul apresentou a maior cobertura de CNPJ para trabalhadores por conta própria, com taxa de 46,7% em 2025. Na sequência, vêm Sudeste e Centro-Oeste, empatados com 41,6%; Nordeste (20,1%); e no Norte (15,6%).
A maior alta na comparação com 2012 foi registrada no Centro-Oeste. A taxa passou de 27,3% para 41,6%, o que significa um salto de 14,3 pontos percentuais.
Separação por atividades
Considerando separadamente cada tipo de atividade econômica, a menor cobertura de CNPJ ocorreu entre os trabalhadores da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (6,5%). Na sequência, aparecem os colaboradores da Construção (14,8); indústria geral (22,8%), serviços (33,5); além de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (36,7%), que teve o resultado mais positivo.
Diferença entre homens e mulheres





































