Senador lamenta comissão em ano eleitoral, mas avalia que informações evoluíram na identificação de criminosos e braço financeiro
Fabiano Contarato gesticula enquanto fala ao microfone (Marcos Oliveira/Agência Senado)
Basília Rodrigues, Iander Porcella, Anita Prado - sbt

A comissão teve pedido de prorrogação negado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-SP), e vai acabar nesta semana. Para Contarato, a coincidência com o ano de eleitoral prejudicou a comissão, mas nada impede que outra CPI com foco no crime organizado seja criada depois.
“Se a gente tivesse tempo suficiente para pegar todas as organizações criminosas, PCC, Comando Vermelho, para chegar depois a esse modo operante que envolve fintechs, instituições financeiras, escritórios de advocacia, agentes públicos, políticos, teríamos uma resposta melhor”, disse em entrevista ao Sala de Imprensa.
O relatório será apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e deve conter um mapeamento de fluxo de armas e de substâncias entorpecentes.
“O estado brasileiro precisa dessa resposta e eu espero que passando as eleições nós tenhamos uma outra CPI para apurar com profundidade essas relações que envolvem todos poderes, instituições, agentes públicos ou privados, quem quer que seja, que tenha concorrido para prática criminosa”, disse Contarato.
A CPI chega ao fim sem ter ouvido cerca de 120 pessoas, com requerimentos de convocação ou convite já aprovados, nem tido tempo de cruzar todas as informações que poderia ter acessado. Mas a partir de quebras de sigilos, foi a comissão que mais avançou na identificação de pagamentos suspeitos em contas de parentes de ministros do Supremo Tribunal Federal, escritórios de advocacia, empresas diversas.
Recorte racial e social










































