Primeira Turma fixa penas que chegam a mais de 76 anos de prisão e determina indenização de R$ 7 milhões às vítimas

Foto: Divulgação/Alerj/ABr
Por: Metro1 - Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta quarta-feira (25), os réus Domingos Brazão e Chiquinho Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão, cada um, além do pagamento de 200 dias-multa, pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridos em 2018, e pela tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.
Segundo a decisão, os irmãos participaram de organização criminosa armada e foram os mandantes do atentado. A condenação ocorreu a partir de denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF).
O policial militar Ronald Paulo Pereira também foi condenado por duplo homicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio. Conforme o processo, ele monitorou os passos de Marielle nos dias anteriores ao crime e repassou informações aos executores, facilitando o ataque. A pena fixada foi de 56 anos de prisão.
Outro réu, o delegado da Polícia Civil Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, foi condenado por obstrução de Justiça e corrupção passiva. O STF entendeu que não há provas suficientes de participação direta nos homicídios, além do depoimento de colaborador premiado, mas considerou comprovado que ele recebeu dinheiro para interferir nas investigações enquanto chefiava a Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro. A pena estabelecida foi de 18 anos de prisão e pagamento de 360 dias-multa.













































