Um vota Bolsonaro, outro vota Lula. Não é fácil ter relação amorosa com alguém intransigente. Psicólogo diz se amor resiste a embate político.
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O dilema entre relacionamento amoroso x diferenças políticas, surgiu com força no Brasil nessas eleições presidenciais de 2022. Por isso, falamos com o psicólogo especialista em relacionamentos, escritor e Youtuber Marcos Lacerda, para entender como diferentes ideologias podem afetar a liberdade e a individualidade nos relacionamentos. E ele disse que o que está em jogo vai além de Bolsonaro e Lula:
“No caso das nossas eleições, o que está em jogo não é apenas política, o que está em jogo são valores e visões da realidade muito distintas. Pois, quem acredita no candidato ‘A’, não está apenas defendendo um projeto de governo, está defendendo uma série de crenças, valores e maneiras de ver o mundo e a existência humana – [projeto] que é bem diferente do candidato ‘B’”. […] “Logo, as pessoas não estão se dando conta que toda essa incompatibilidade não é porque estamos discutindo política, mas porque estamos discutindo valores de vida”, explicou o psicólogo Marcos ao SóNotíciaBoa.
Discussões são naturais
Quando as pessoas buscam relacionamentos afetivos, elas querem encontrar pessoas que tenham semelhanças e que respeitem sua forma de enxergar a sociedade. Só que isso tem se transformado em discussões, acaloradas, muitas vezes, entre ficantes e apaixonados.
O aplicativo de relacionamento Tinder, por exemplo, revelou que política se discute, sim, e é fator decisivo para novas relações afetivas. Desde 2020 até agosto deste ano, o número de perfis que mencionam a palavra “política” dobrou, e isso foi observado nos usuários entre 18 a 25 anos. Leia mais no sonoticiaboa
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