A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera o Nipah como alto percentual de epidemia e alta taxa de mortalidade
Por: Alírio de Oliveira - defatoonline
O morcego é o principal transmissor do Nipah para os humanos
- Foto: Freepik/ilustração

As autoridades de saúde confirmaram que Bengala e Kerala são áreas endêmicas, significando que o vírus está presente na população de morcegos da região e pode causar surtos humanos esporádicos.
Em janeiro de 2026, autoridades indianas relataram um novo surto em Bengala Ocidental, com cinco casos confirmados, atingindo médicos e enfermeiros de um mesmo hospital. Quase 100 pessoas se encontram em quarentena em Calcutá para monitoramento.
A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera o Nipah como alto percentual de epidemia e alta taxa de mortalidade, que varia de 40 a 75% entre os infectados.
s morcegos são o reservatório natural do vírus, que são frugívoros, consumidores de frutas, por onde ocorre a infecção humana na ingestão das frutas ou produtos como seiva de palmeira contaminados com saliva ou urina dos morcegos infectados ou o contato com porcos ou outros animais que tiveram contato com morcegos.
O vírus pode ser contraído também pelo contato com secreções e excreções de pacientes infectados, muito comum em ambientes hospitalares.
A OMS (Organização Mundial de Saúde) incluiu o Nipah no R&D Blueprint na lista de patógenos com maior probabilidade de causar emergência na saúde pública e para os quais não existem ainda antídotos eficazes.
A incubação do vírus dura de 4 a 14 dias, mas pode chegar a 45 dias em casos excepcionais. O quadro clínico pode evoluir rapidamente.
Início: febre, dor de cabeça, dor muscular, vômitos e dor de garganta;
gravidade: encefalite aguda (inflamação do cérebro), convulsões e coma entre 24 a 48 horas.
Não existem tratamento, vacinas ou medicamentos específicos para combater o vírus Nipah, com o protocolo médico se limitando a cuidados intensivos de suporte para gerenciar as complicações neurológicas e respiratórias.
O vírus foi identificado pela primeira vez na Malásia e tem provocado surtos frequentes na Ásia. A OMS alerta que os morcegos hospedeiros são encontrados em toda a região do Pacífico Sul e partes da África, exigindo vigilância epidemiológica constante.
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