Moraes agenda análise de recursos de PM’s condenados pelos atos de 8 de janeiro no STF
Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
A medida prevê que apoiadores que já estejam no local sejam retirados de imediato. Moraes autorizou que as forças de segurança efetuem prisões em flagrante caso pessoas resistam à ordem judicial de desocupação. Segundo a PGR, grupos de apoiadores haviam montado barracas e colocado faixas em frente ao presídio com pedidos de “anistia” e “liberdade” a Bolsonaro, além de divulgar a mobilização nas redes sociais.
No despacho, o ministro ressaltou que o direito de reunião e a liberdade de expressão, embora garantidos, “não são absolutos” e não podem ser usados para sustentar práticas que coloquem em risco a ordem pública, a segurança nacional ou o funcionamento das instituições democráticas brasileiras. Moraes também destacou que manifestações não podem ser confundidas com acampamentos ilegais semelhantes aos que ocorreram antes dos ataques de 8 de janeiro de 2023.
A decisão cita, ainda, que a área ocupada é considerada de segurança máxima devido à circulação constante de escoltas de presos, autoridades e equipes operacionais. A PGR mencionou na representação a “Caminhada da Paz”, organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que deve chegar a Brasília no fim de semana como protesto contra a atuação do STF e pressionar pela libertação de Bolsonaro e outros detidos.
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