Por Fernando Duarte / BN
Foto: Divulgação/ Acelen

A Acelen não é fornecedora exclusiva dos derivados na Bahia. Porém custos de logística dificultam que outras distribuidoras sejam competitivas por essas bandas. A partir do fim da paridade com o barril de petróleo internacional, a refinaria lidará com a Petrobras com preços que podem ser artificialmente mais baixos do que a concorrência. Caberá, então, um reposicionamento no mercado para se manter como um jogador efetivo na disputa.
Todavia, não há essa obrigatoriedade. A refinaria Mataripe poderá continuar praticando preços compatíveis com o mercado internacional, tal qual a Petrobras fez entre 2016 e 2023, e o ônus dessa opção recair sobre o consumidor baiano. Por isso há um debate relevante sobre o controle estatal de áreas sensíveis do ponto de vista energético. Ao optar pela privatização, o governo brasileiro transferiu a responsabilidade para o mercado se autorregular - e não necessariamente o famigerado mercado se regula com os interesses da população.
O grupo Mubadala, que adquiriu Mataripe dentro do processo legalmente reconhecido, dificilmente sairá no prejuízo. A livre iniciativa, que rege o alicerce do capitalismo, é quem ditará efetivamente se os baianos serão beneficiados com as mudanças da política de preços da Petrobras ou, simplesmente, terão que lidar com o ônus de sediar a primeira refinaria privatizada do país.
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