Monique de Carvalho - SNB
Os médicos conseguiram reimplantar a orelha, através de um enxerto no pé - Foto: Dumireo

Como os vasos sanguíneos e nervos da região da cabeça estavam muito danificados, a equipe optou por uma estratégia alternativa para manter a orelha viável até uma cirurgia definitiva.
A solução encontrada chamou atenção: a orelha foi temporariamente enxertada no pé da paciente, onde permaneceu por cinco meses antes de retornar ao local original.
O acidente
O caso envolveu a paciente identificada como Sun, que teve a orelha arrancada em um acidente de trabalho, na província de Shandong, na China. Avaliações iniciais mostraram que a área da lesão apresentava danos extensos nos vasos e nervos, o que inviabilizava o reimplante imediato.
Segundo os médicos, tentar a reconexão naquele momento poderia comprometer o tecido e levar à perda definitiva do órgão. A alternativa foi preservar a orelha em outra parte do corpo, garantindo irrigação sanguínea adequada.
Esse tipo de decisão costuma ser adotado em situações em que a prioridade é manter o tecido vivo até que o local original esteja em condições de receber o enxerto.
O que é a “sobrevivência heterotópica”
O procedimento utilizado é conhecido como “sobrevivência heterotópica”. A técnica consiste em enxertar partes do corpo amputadas em regiões diferentes, com o objetivo de manter o fluxo sanguíneo e permitir a recuperação dos tecidos.
No caso de Sun, a parte superior do pé foi escolhida por apresentar características semelhantes às da orelha, como pele fina, circulação estável e vasos de tamanho compatível.
Após o enxerto, houve um período inicial de observação devido ao risco de necrose. Com o passar do tempo, a orelha recuperou a coloração, indicando boa circulação.
Cinco meses de adaptação
Durante cinco meses, a paciente seguiu a rotina normalmente, usando um calçado maior para proteger a orelha enxertada no pé. O cuidado diário era fundamental para evitar traumas e infecções. Mais no sonoticiaboa
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