Golpe bancário atinge familiar de 1 em cada 3 pessoas
Em maio deste ano, 331 mil pessoas foram vítimas de tentativas de fraudes no Brasil
por Redação BP Money

Apesar de 33% dos participantes da pesquisa terem conhecimento de alguém que passou por isso, 65% nunca teve um familiar vítima de fraude bancária.
A pesquisa ouviu 1806 pessoas em 61 municípios de São Paulo. Entre os entrevistados, a população mais jovem, com idade entre 16 e 24 anos, foi a que mais se destacou em relação a conhecer alguém que já sofreu golpes bancários. Isso porque 43% das pessoas dessa faixa etária conhecem alguém que sofreu golpe bancário. O mesmo percentual é visto entre os entrevistados com ensino médio completo.
Na capital, a incidência de fraudes bancárias também é maior do que no interior de São Paulo. No interior do Estado, 28% dos entrevistados conhecem algum familiar que passou por tal situação.
Já na cidade de São Paulo 40% dos entrevistados conhecem alguém da família que foi vítima de golpe bancário.
A pandemia de coronavírus acelerou a digitalização bancária para grande parte da população. Ou seja, muitas pessoas que não utilizavam meios digitais para procedimentos bancários passaram a usar. Isso, de certa forma, contribuiu para um cenário mais favorável para golpistas.
Em maio deste ano, 331 mil pessoas foram vítimas de tentativas de fraudes no Brasil, segundo o Indicador Serasa Experian. Bancos e cartões bancários foram os segmentos mais afetados, contando com 53% das tentativas de golpes.
Mesmo com o crescimento dos crimes digitais envolvendo contas bancárias, 84% dos entrevistados na pesquisa Datafolha afirmaram que nunca sofreram golpes bancários. Os outros 16% foram vítimas, mas, desse percentual, metade conseguiu o dinheiro de volta. A pesquisa aponta que a maior parte das vítimas tinham entre 35 e 44 anos.
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