Resultado foi puxado pelas famílias que ganham entre três e cinco salários mínimos; cartão de crédito segue como principal vilão
Simulação de cálculo de dívidas | Divulgação/USP

Segundo os dados, a alta do endividamento foi puxada pelas famílias cuja renda é de três até cinco salários mínimos: o índice passou de 81,0% para 82,2% no intervalo de um mês. Em contrapartida, famílias com renda superior a 10 salários foram as únicas a registrar redução no indicador de incapacidade de pagamento.
Entre as principais modalidades de dívidas, o cartão de crédito segue liderando o ranking, sendo utilizado por 85,4% do total de devedores. Em seguida, estão os carnês, o crédito pessoal e os financiamentos de casa e de carro. Ao todo, 16,1% declaram-se “muito endividados”.
A CNC projeta que o endividamento continuará avançando no primeiro semestre de 2026 como recurso para manutenção do padrão de consumo. No entanto, a tendência é que a inadimplência siga em queda, impulsionada pela expectativa para o início do processo de redução da Selic — taxa básica de juros.
“Nossa expectativa é de alívio no atual aperto monetário a partir da próxima reunião do Copom. Essa percepção, unânime entre os analistas, tende a distensionar os juros na ponta aos consumidores já no segundo trimestre deste ano”, diz o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.
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