Por Leonardo Vieceli | Folhapress
Foto: Divulgação

Ele disse que assinou na noite de quinta (15) as primeiras portarias do programa, retomado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o ministro, essas portarias, com as especificações para os projetos, devem ser publicadas no Diário Oficial da União nesta sexta.
"Com isso, os prefeitos, os empresários e as Cohabs [companhias de habitação popular] já podem começar a cadastrar seus projetos para que a gente comece a fazer as novas contratações do Minha Casa, Minha Vida", afirmou.
A declaração ocorreu em um seminário promovido pelo grupo Esfera Brasil no Rio de Janeiro. Jader Filho esteve em um painel que ainda contou com a participação do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e do governador fluminense, Cláudio Castro (PL).
"Agora, sim, de fato, o Minha Casa, Minha Vida voltou. Ficamos quatro anos sem nenhuma contratação nas faixas mais baixas. A faixa um não teve uma única contratação nos últimos quatro anos", disse Jader Filho.
O ministro sinalizou que, no primeiro momento, a medida é voltada a projetos contratados com recursos do FAR (Fundo de Arrendamento Residencial), que atende empresas, prefeituras e governos estaduais.
"Acredito que até o final da semana que vem todas as portarias estarão assinadas", disse.
"A partir daí, todos os ambientes já estarão liberados para apresentarem projetos para que a gente possa analisar e começar a fazer essas contratações, entregando as unidades habitacionais para as famílias que mais precisam", acrescentou.
GOVERNO AVALIA ESTENDER PROGRAMA A QUEM GANHA ATÉ R$ 12 MIL MENSAIS
O Minha Casa, Minha Vida para a classe média, promessa feita na terça-feira (13) pelo presidente Lula, poderá financiar imóveis de até R$ 500 mil.
O governo avalia elevar o valor máximo da residência para atender ao pedido do mandatário para que famílias com renda mensal de R$ 10 mil ou R$ 12 mil também possam ter acesso ao programa habitacional. Atualmente, o limite de renda é de R$ 8 mil por mês.
Essa é mais uma das ações para turbinar o programa, que é uma das principais marcas resgatadas por Lula em seu terceiro mandato.
O Ministério das Cidades, responsável pelo Minha Casa, Minha Vida, ainda deve fazer os cálculos para saber qual o modelo a ser proposto para a ampliação do programa para a classe média.
Integrantes da pasta afirmam que isso dependerá da capacidade do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) de suportar o aumento de demanda por recursos para as novas faixas do programa habitacional.
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