Movimento foi intensificado com divulgação da desaceleração do IPCA, divulgado na quarta-feira, 7
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Isso significa que a inflação pode registrar um índice negativo neste mês, indicando uma queda nos preços conforme medido pelo IPCA. Essa é a previsão, por exemplo, do economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, em entrevista para o site Metrópoles.
“Revisamos nosso índice de junho para uma deflação de -0,05%, tendo o grupo de alimentos como o grande responsável por tal alteração”, avalia o especialista.
No relatório, Sanchez também revisou suas projeções para a taxa de inflação nos próximos dois anos. Para 2023, a estimativa foi reduzida de 5,4% para 5%, o que coloca o IPCA próximo do limite máximo da meta estabelecida em 4,75% para este ano. Já para 2024, a projeção foi ajustada de 3,8% para 3,7%.
Mesma projeção para junho foi feita pelo economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). “Em maio, houve uma desaceleração generalizada do IPCA e isso teve um efeito bastante animador no mercado”.
Na publicação, segundo André Braz, o índice de inflação pode registrar um aumento no segundo semestre, devido à retomada da cobrança de impostos federais sobre a gasolina e outros fatores. No entanto, ele também destaca que há uma queda geral nas previsões de inflação para 2023. Braz afirma que já houve uma mudança significativa no patamar das projeções. “As estimativas eram de 6% a 6,2% para este ano e, agora, estão ficando abaixo de 5,7%”.
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