
“O Pix no cartão ajudaria a aumentar o Pix por aproximação. Para o cliente é exatamente igual ao débito, ambos saem do saldo da conta-corrente, mas, para o estabelecimento, o Pix é tempo real, enquanto o débito leva de um a dois dias para cair na conta”, afirma Giancarlo Greco, presidente da Elo e da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), nesta terça-feira (1º).
Segundo matéria da Folha de São Paulo, o tema já foi debatido com bancos e credenciadoras, enquanto os diálogos com o regulador já se estendem há mais de um ano, todos com a finalidade de desenvolver a nova funcionalidade. Para que os pilotos do Pix no cartão comecem a ser testados, a autarquia precisa publicar uma norma autorizando o funcionamento da ferramenta, que não está prevista no escopo de desenvolvimento do Pix.
“Recentemente, agora no início do ano, tivemos a chance de sentar com o Banco Central, já com a nova gestão, para falar um pouquinho sobre isso. E o regulador vem analisando minuciosamente não só os aspectos regulatórios, mas também técnicos”, afirmou Greco durante o 18º Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento (Cmep), em São Paulo.
O Pix por aproximação é uma nova funcionalidade desse meio de pagamento, que permite seu uso sem abrir o aplicativo do banco, conectando o celular ou o smartwatch ao terminal de pagamento, como uma maquininha ou outro celular.
“Expandir o Pix por aproximação passa [esbarra] justamente pelo baixo número de celulares, aparelhos celulares, que têm a funcionalidade de aproximação. Por isso falamos tanto de trazer o Pix para o mundo do cartão de plástico, para ajudar nesse processo”, diz Greco.


































