Ela comandou os ritmistas da Arranco, escola do Engenho de Dentro
Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil
© Tata Barreto/Riotur
Pioneira à frente de uma bateria de escola de samba no Rio de Janeiro, Helen Maria da Silva Simão, de 46 anos, comemorou o sucesso de Laísa Lima, a primeira mulher a cruzar a Sapucaí como mestra de bateria, no domingo de carnaval (18). Helen Maria disse, em entrevista à Agência Brasil, que tem orgulho de Laísa e espera que novos nomes possam se juntar ao da jovem mestra.



"Laísa está de parabéns", afirmou a pioneira. "Não estamos em uma bateria só para tocar chocalho, temos o conhecimento [da bateria] como um todo. Quanto mais mulheres aparecerem no comando de uma bateria eu bato palmas, tem que ser assim", completou Helen, ao falar sobre o papel histórico das mulheres ritmistas. No início, elas só tocavam chocalho ou agogô. Demorou para assumirem o bumbo, repique e tamborins.
Laísa Lima
Mestra de bateria da Escola de Samba Arranco do Engenho de Dentro, bairro da zona norte carioca, da Série Ouro, Laísa Lima, de 26 anos, comandou dezenas de músicos que prestaram homenagem a Maria Eliza Alves dos Reis, a primeira palhaça mulher negra brasileira.
Na avenida, Laísa representou Maria Bonita, e, sua bateria, apelidada Sensação, simbolizou o xote de Luiz Gonzaga, que Maria Eliza usava nos shows. Naquela época, mulheres não se apresentavam como palhaças, por isso, Maria Eliza, a Xamego, se vestia de homem.
Para a pioneira mestra de bateria, Helen Maria, o sucesso de Laísa, que, além de ter realizado um feito inédito, vem sendo premiada como revelação do carnaval de 2026, mostra que, na nova geração de mestras, cabe mais diversidade. Mais na agenciabrasil
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