Aos 15 anos, jovem brasileira cria sistema movido a energia solar que transforma água suja de cisternas em água potável no Sertão nordestino, conquista prêmio da ONU e passa a levar saúde, autonomia e dignidade a milhares de famílias da Bahia, Piauí, Pernambuco e Ceará.

Sistema solar criado por jovem baiana torna água de cisternas potável no Sertão, sem cloro, focado em saúde e acesso em áreas rurais. (Imagem: Divulgação/ONU-Meio Ambiente)
Painel solar
Tecnologia criada no Semiárido brasileiro chamou atenção internacional ao propor um método de desinfecção da água com uso exclusivo da luz solar, voltado a comunidades rurais com acesso limitado a saneamento e infraestrutura básica.
Uma tecnologia desenvolvida a partir de observações feitas no Semiárido brasileiro deu origem a um sistema de desinfecção de água que utiliza apenas a luz solar e dispensa o uso de cloro.
O equipamento, chamado Aqualuz, foi idealizado ainda na adolescência pela baiana Anna Luísa Beserra Santos e ganhou reconhecimento internacional em 2019, ao ser premiado pelo programa Young Champions of the Earth, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.
Sistema purificação água
O sistema foi concebido para atuar em um contexto recorrente em áreas rurais do Nordeste: a presença de cisternas para armazenamento de água da chuva, combinada com dificuldades para garantir que essa água seja própria para o consumo humano.
A proposta do Aqualuz é reduzir riscos associados à contaminação microbiológica em locais onde o tratamento convencional de água e a infraestrutura de saneamento não estão plenamente disponíveis.
Acesso à água no Semiárido e os limites das cisternas
Em diversas comunidades rurais do Nordeste, políticas de captação de água da chuva ampliaram o acesso a volumes mínimos durante períodos de estiagem. Mais na clickpetroleoegas
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