
A ausência está amparada por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu que o banqueiro não é obrigado a comparecer às oitivas por estar na condição de investigado. Além da CPMI do INSS, Vorcaro também tinha depoimento previsto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), igualmente facultativo.
O presidente da CPMI, Alfredo Gaspar (União-AL), confirmou o cancelamento da oitiva e informou que a pauta da reunião foi alterada.
Em outra decisão, Mendonça determinou a devolução à CPMI do acesso aos dados provenientes da quebra de sigilo telemático, bancário e telefônico de Vorcaro. A medida atende a pedido da própria comissão e revoga entendimento anterior do ministro Dias Toffoli, que havia determinado que o material ficasse sob guarda da presidência do Senado.
O ministro também determinou o envio dos dados à Polícia Federal (PF), responsável por conduzir as investigações sobre as supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Após análise, as informações deverão ser compartilhadas com a CPMI.
Alfredo Gaspar classificou a decisão como uma “vitória da transparência” e afirmou que o compartilhamento imediato dos dados fortalece as investigações.
Entenda o caso
Em novembro de 2025, Vorcaro foi alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para apurar a concessão de créditos supostamente irregulares pelo Banco Master, além de desdobramentos relacionados à tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB).
Segundo investigações preliminares, o volume das fraudes pode chegar a R$ 17 bilhões.
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