A redução faz parte das menores taxas registradas nos últimos 11 anos
Por: Max Gonçalves / agenciavoz
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Os números do sistema Prodes, responsável pelo monitoramento anual por satélite, mostram que a área desmatada na Amazônia caiu 11,08% em 2025 em comparação com 2024, totalizando cerca de 5.796 km² — o menor índice desde 2014. No mesmo período, o Cerrado também registrou queda de 11,49% na devastação, confirmando uma tendência de redução nos dois biomas mais críticos do país.
Além das taxas anuais, o sistema Deter, que monitora alertas em tempo real, indica que entre agosto de 2025 e janeiro de 2026 as áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia caíram 35%, enquanto a degradação florestal recuou impressionantes 93%, reforçando a perspectiva de continuidade da tendência de queda em 2026.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima atribui esses resultados a um reforço nas ações de fiscalização, com aumento significativo de operações, autos de infração e embargos de área desde 2022, além da atuação integrada de 19 ministérios no combate a crimes ambientais. A ministra Marina Silva afirmou que, se mantida a atual trajetória, o país poderá alcançar a menor taxa histórica de desmatamento na Amazônia em 2026.
Apesar do avanço nas estatísticas, pesquisadores alertam para a necessidade de manter a fiscalização e políticas públicas, pois a redução do desmatamento não elimina desafios como a degradação florestal, o desmatamento ilegal persistente e pressões econômicas sobre áreas sensíveis. O cenário também reforça a importância de políticas de longo prazo que unam proteção ambiental e desenvolvimento sustentável.
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