Abalos foram observados próximos ao município de Felixlândia, sendo um pela manhã e outro à noite
Tremores de terra foram registrados em Felixlândia | Rede Sismográfica Brasileira
Camila Stucaluc - sbt

Este é o terceiro sismo registrado em Minas Gerais apenas na última semana. No dia 11 de fevereiro, o município de Montes Claros registrou um tremor de magnitude 3.0. Já no dia 31 de janeiro, um abalo de magnitude 3.2 ocorreu em Frutal.
“Pequenos tremores de terra em Minas Gerais não são incomuns, muito pelo contrário. É o estado com o maior número de abalos sísmicos registrados. Os tremores naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre”, explica Bruno Collaço, sismólogo do Centro de Sismologia da USP e da RSBR.
Ele acrescenta que os sismos no Brasil são relativamente frequentes. Tremores com magnitudes entre 2 e 3 ocorrem praticamente todas as semanas em alguma região do país. Eventos um pouco mais fortes, como este de magnitude 3,9, são menos comuns, ocorrendo em média cerca de duas vezes por ano no território brasileiro.
Conforme o especialista, a probabilidade de um terremoto de grande magnitude e com potencial destrutivo no Brasil é extremamente baixa. Isso porque o país está situado no centro da Placa Sul-Americana, uma posição geograficamente estável e segura. Os tremores que ocorrem no território nacional, como os de Minas Gerais, raramente ultrapassam magnitudes que possam causar danos estruturais graves a edificações preparadas.
Veja a escala de magnitude dos terremotos
Até 2,5 - Terremoto geralmente não é sentido, mas registrado pelo sismógrafo
2,5 a 5,4 - Frequentemente sentidos, mas causam apenas pequenos danos
5,5 a 6,0 - Pequenos danos a prédios e outras estruturas
6,1 a 6,9 - Muitos danos são causados em áreas bem povoadas
7,0 a 7,9 - Grande terremoto, causa sérios danos
8,0 ou mais - Enorme terremoto, pode destruir comunidades inteiras próximas ao epicentro
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