Organizações apontam uso desordenado de tecnologias de vigilância e falta de transparência do governo Bolsonaro
Foto: Alan Santos/PR

De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, as acusações serão feitas pelas organizações Artigo 19, Conectas Direitos Humanos, Data Privacy Brasil e Transparência Internacional em sessão prevista para esta quarta-feira (15), em Genebra, na Suíça.
No documento elaborado pelas entidades elas afirmam que durante a gestão da crise da Covid no governo Bolsonaro, entre 2020 e 2022, “foram adotadas de forma acelerada e desordenada tecnologias digitais que coletaram informações de saúde, dados biométricos e de geolocalização da população”.
Segundo a coluna, as acusações têm como base um levantamento do Data Privacy Brasil, realizado a partir de dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). O relatório aponta a incidência de 253 casos de enfrentamento à pandemia envolvendo o uso de tecnologias baseadas em tratamento de dados pessoais, em 24 unidades federativas e 77 municípios.
Na denúncia, as organizações apontam que os maiores gastos se deram na aquisição de equipamentos de hacking e software espião. Conforme noticiou a Folha de S. Paulo, os gastos públicos com sistemas que permitem extrair dados de celulares e outros dispositivos “explodiram” na gestão de Jair Bolsonaro.
No documento a ser apresentado na ONU, as entidades apontam ainda a “existência de falhas nos canais de transparência das diferentes esferas de governo e a ausência de informações sobre essas aquisições, violando o direito à informação”.
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