Com salas fechadas, contato próximo entre alunos e altas temperaturas, infectologistas da Rede Ebserh reforçam cuidados para evitar a disseminação de vírus respiratórios, gastrointestinais e arboviroses nas escolas
Agência Gov | Via Ebserh / Freepik
Prevenção continua sendo a principal aliada no controle das viroses no ambiente escolar
Com a chegada do verão e o retorno das aulas, cresce a circulação de viroses, especialmente entre crianças e adolescentes. As infectologistas Gisele Borba, do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol -UFRN), e Vanessa Melo, do Hospital Universitário Ana Bezerra (Huab -UFRN), ambos da Rede Ebserh, alertam que esse cenário é típico do início do ano e exige atenção redobrada das famílias, já que infecções respiratórias e gastrointestinais tendem a se intensificar nesse período.
De acordo com Gisele Borba, os quadros mais comuns neste início de ano são conhecidos das famílias e se repetem anualmente.
As principais viroses de circulação nesse início de ano são aquelas que os pais já estão acostumados mesmo, viroses respiratórias e viroses gastrointestinais. Algumas delas têm as duas coisas juntas”, explica.
Segundo a especialista, há vírus capazes de provocar simultaneamente sintomas como diarreia, vômitos, coriza e tosse. “Então, são aquelas que a gente vê todo ano mesmo”.
A infectologista Vanessa Melo reforça que, além dessas infecções, também estão em circulação outras doenças virais típicas do período. “São os resfriados comuns, a gripe, as gastroenterites, as conjuntivites e as arboviroses, como dengue, zika e chikungunya ”, destaca.
Ambiente escolar favorece a transmissão
O ambiente escolar contribui significativamente para a disseminação desses vírus, sobretudo no início do ano letivo. Salas fechadas, muitas vezes com ar-condicionado, contato próximo entre os estudantes e o compartilhamento de objetos favorecem a transmissão.
As crianças e os adolescentes voltam a conviver naquele ambiente fechado de sala de aula, e a proximidade de uma criança com a outra favorece a disseminação desses vírus que se transmite por contato ou por gotículas”, destaca a infectologista do Huol /Ebserh, Gisele Borba
Vanessa Melo acrescenta que o risco é ampliado pelo comportamento natural da infância. “Por causa do ambiente de convivência intensa, do contato próximo e do compartilhamento de objetos, a transmissão acontece com mais facilidade. Além disso, as crianças eliminam vírus por mais tempo, o que aumenta o risco de espalhar a infecção”, explica.
Sinais de alerta e prevenção
Os sintomas variam de acordo com o tipo de virose, mas costumam incluir febre, coriza, tosse, dor de garganta, vômitos, diarreia e dor no corpo. A infectologista do Huab /Ebserh alerta para os sinais que exigem avaliação médica.
O atendimento deve ser procurado se houver sinais de desidratação, sonolência excessiva, prostração, dificuldade para respirar, dor abdominal intensa ou quando os sintomas persistem por mais tempo do que o esperado”, orienta Vanessa Melo
A prevenção continua sendo a principal aliada no controle das viroses no ambiente escolar. “São medidas simples, como higienizar frequentemente as mãos, não compartilhar objetos pessoais, manter os ambientes limpos e bem ventilados e manter a vacinação em dia”, destaca Vanessa Melo.
Para conter a transmissão, o afastamento temporário da escola é fundamental quando a criança apresenta sintomas. “As crianças com febre ou outros sinais infecciosos devem ficar em casa, em repouso, até a melhora clínica”, reforça a infectologista do Huab /Ebserh. Segundo ela, as escolas também têm papel importante ao orientar sobre higiene, incentivar a vacinação e manter cuidados com ventilação e limpeza.
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