O Ministério Público, junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), pediu que a Corte apure se há privilégios a lideranças evangélicas em agenda e políticas públicas. O procurador Lucas Rocha Furtado afirmou que “causam espécie o fato de que a chamada “agenda evangélica” esteja pautando o país”. O ANTAGONISTA
“O presidente Jair Bolsonaro vem priorizando lideranças evangélicas em agenda e políticas públicas, o que estaria colocando não só a laicidade do Estado Brasileiro em risco, mas também o direito à igualdade, à isonomia e a uma sociedade sem preconceitos, todos assegurados na Constituição Federal”, afirmou.
Furtado ainda criticou políticas do governo e citou que a dívida das igrejas evangélicas junto à Receita somam R$ 420 milhões. “Triste constatar que o sectarismo religioso avança a passos largos em outros ministérios. Questões como a abstinência sexual, o direito ao aborto e a política voltada ao combate ao uso de drogas, que mereceriam extenso debate por envolverem escolhas individuais de amplo espectro, estão sendo pautadas pela base evangélica do Governo Bolsonaro, nada obstante a vedação expressa no art. 19, incisos I e III da Constituição Federal, criando flagrante distinções entre brasileiros e suas preferências entre si”.
Para o MP, incumbe ao controle externo adotar as medidas cabíveis no sentido de verificar se está ocorrendo influência indevida de lideranças evangélicas no sentido de pautar a agenda e as políticas públicas, em prejuízo aos aspectos técnicos que devem conduzir as decisões, bem assim à isonomia e aos direitos individuais daqueles que não comungam das mesmas crenças religiosas. O ANTAGONISTA
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