Três em cada dez moradias da região metropolitana de São Paulo, com exceção da capital paulista, estão em áreas de risco, ou seja, locais com grande probabilidade de inundações, escorregamentos e erosões. Foi o que revelou o estudo Mapeamentos de Risco nas Escalas Regional e Local, apresentado nesta quarta-feira (9) no seminário Estratégias para Redução de Riscos e Desastres a Eventos Geodinâmicos.



Durante o seminário, o pesquisador Cláudio José Ferreira, do Instituto Geológico, afirmou que 6% dessas edificações estão localizadas em áreas críticas, de risco alto ou muito alto, o que exigiria ainda mais atenção do Poder Público. Risco alto ou muito alto aponta alta probabilidade de eventos de deslizamentos, principalmente em casos de chuvas intensas.
Os municípios que apresentam a proporção mais alta de moradias em áreas consideradas críticas (ou seja, de risco alto) são Rio Grande da Serra, que tem 18,86% do total de edificações nessa situação, Franco da Rocha (16,63%), Caieiras (14,55%), Itapevi (14,47%), Ribeirão Pires (13,62%), Mauá (12,74%) e Santo André (10,39%).
Durante o seminário, o pesquisador apresentou ainda um cadastro de acidentes e desastres naturais ocorridos entre os anos de 1994 e 2018 em todo o estado.
Segundo o estudo, nesse período, foram registrados 27.738 desastres naturais ocorridos nas áreas de risco da região metropolitana, entre os quais deslizamentos de encostas e enchentes. Esses desastres ou acidentes provocaram 1.104 mortes e afetaram mais de 92,5 mil pessoas e 27,5 mil moradias. Edição: Nádia Franco**Fonte: EBC Geral
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