quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Procuradores da Lava Jato temiam 'quebrar sistema financeiro' ao investigar bancos

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Procuradores da força-tarefa da Lava Jato tiveram tratamento diferenciado entre empreiteiras e bancos no que se refere a punições e investigações durante a operação, conforme conversas divulgadas nesta quinta-feira (22) pelo site The Intercept Brasil, em parceria com o El País.

Segundo a publicação, os procuradores avaliaram que uma delação do ex-ministro Antonio Palocci era inconsistente, por ser difícil comprovar tudo o que ele dizia. Ele pontuava informações privilegiadas e leis facilitadas aos bancos em troca de doações de milhões de reais em campanhas do PT.

“Os anexos precisam ser melhorados”, diziam os procuradores, em referência à proposta de delação premiada de 39 anexos que a defesa de Palocci oferecia à força-tarefa.

Mesmo com 359 menções nominais ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao longo do documento, os procuradores não foram convencidos a dar uma substância maior à delação. "Definimos que como os anexos estão sem elementos de corroboração suficientes, decidimos romper as negociações”, diz. “Ótimo. Página virada”, responde o procurador José Alfredo de Paula. As conversas em questão estão no grupo COLAB Palocci, do aplicativo Telegram, em 25 de janeiro de 2018. Mais em https://www.bahianoticias.com.br/noticia/238938

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