O Anjo embriagado
Ruy Castro demonstra que foi o alcoolismo e não a ingenuidade que destruiu a vida de Mané Garrincha.
O escritor faz aqui um retrato eminentemente jornalístico da vida e da obra de Garrincha.
Isso significa dizer que se trata de um relato repleto de fatos e minguado de adjetivos. Impressiona tanto pelos detalhes que permitem visualizar o esplendor do jogador quanto pelos pormenores sobre a decadência física do ser humano, que um biógrafo-fã poderia ter achado mais cômodo não descrever de forma tão rica.
Ao final das 536 páginas de ``Estrela Solitária´´, o leitor não terá dificuldade para entender, primeiro, por que ainda há quem sustente que Garrincha foi melhor jogador até do que Pelé. Depois, compreenderá por que e como se processou a vertiginosa decadência física do homem -incapaz, já aos 32 anos, de passar um dia sem beber cachaça ou batida de coco.
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