Nubank vai falir? Entenda por que boatos ligados ao Banco Master não se sustentam diante de lucro, capitalização e regulação em 2026
Foto: Divulgação Nubank

Boatos recentes nas redes sociais levantaram a pergunta “nubank vai falir?” ao misturar, de forma equivocada, a crise do Banco Master com a trajetória do banco digital.
A associação não resiste a uma análise mínima de dados. Em 2026, os dois casos seguem caminhos opostos em escala, governança, capital e supervisão regulatória.
O Banco Master enfrentou uma deterioração severa de solvência após não honrar compromissos relevantes no sistema financeiro, o que levou à sua liquidação.
Já o Nubank opera em outro patamar: estrutura robusta, governança consolidada e capitalização elevada. Misturar os casos ignora fundamentos básicos de risco bancário.
Lucro do Nubank e retorno sobre capital em 2025
Em 2025, o Nubank registrou lucro recorde e retorno sobre o capital (ROI) próximo de 28%, patamar elevado inclusive quando comparado a bancos tradicionais.
O desempenho consolidou a instituição como uma das mais rentáveis do sistema financeiro latino-americano, com geração de caixa consistente e crescimento controlado.
A escala também separa os cenários. O Nubank soma mais de 100 milhões de clientes, enquanto o Will Bank, ligado ao Banco Master, atendia cerca de 7 milhões. Uma base maior dilui riscos, amplia receitas recorrentes e sustenta investimentos em tecnologia e compliance.
Índice de Basileia do Nubank acima do mínimo
O Índice de Basileia mede a capacidade de absorver perdas. O mínimo regulatório gira em torno de 11%. O Nubank opera acima de 18%, aproximando-se de 20%.
Sendo assim, na prática, para cada R$ 1.000 emprestados, mantém capital próprio significativo como colchão contra inadimplência, o oposto do quadro visto no Banco Master.
A listagem do Nubank na NYSE impõe padrões rigorosos de transparência, capital mínimo e testes de estresse. Em 2026, a solicitação de licença para atuar como banco múltiplo elevou ainda mais o nível regulatório e a capacidade operacional, distanciando o modelo de instituições frágeis de pagamento. Veja mais na bpmoney
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