Eficácia é de até 70% contra náuseas e vômitos em testes clínicos e deve chegar às farmácias nos próximos meses
Foto: Reprodução/Canva Imagens

Produzido pela biofarmacêutica norte-americana Vanda Pharmaceuticals, o remédio será comercializado com o nome Nereus. Ainda não há previsão para aprovação ou comercialização do medicamento no Brasil.
Antes da liberação, o Nereus passou por três estudos clínicos para comprovar a eficácia. Dois dos testes foram realizados em embarcações. Neles, a incidência de vômitos entre os pacientes que utilizaram o medicamento variou entre 18,3% e 19,5%, enquanto no grupo placebo os índices ficaram entre 37,7% e 44,3%. Os resultados indicaram eficácia entre 50% e 70% contra os sintomas do enjoo do movimento.
A expectativa é que o Nereus esteja disponível nas farmácias dos Estados Unidos nos próximos meses.
A cinetose ocorre quando há conflito entre as informações captadas pelos olhos e pelo ouvido interno, o labirinto, responsável pelo equilíbrio. Essa discrepância envia sinais confusos ao cérebro, que libera substâncias capazes de ativar os receptores NK-1, associados a náuseas e vômitos.
O Nereus atua bloqueando a ativação desses receptores. Após a ingestão oral, o medicamento se liga aos NK-1 e impede a resposta responsável pelos sintomas.
Estimativas indicam que entre 25% e 30% dos adultos convivem com o enjoo do movimento, que, em casos mais graves, pode ocorrer até em deslocamentos simples e comprometer a qualidade de vida.
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