Candidato do Novo à Presidência voltou a criticar ministros e deixou em aberto a possibilidade de trazer Joaquim Barbosa como vice
Basília Rodrigues , Amanda Klein, Marcela Mattos, Victor Schneider / SBT News
Zema e a campanha "Os Intocáveis" | Reprodução

Zema falava sobre a possibilidade de trazer para a vice de sua chapa o ex-ministro Joaquim Barbosa, que esteve na Corte de 2003 a 2014 e relatou, entre outros temas de largo alcance, a ação penal do Mensalão.
O candidato do Novo definiu Barbosa como “um dos brasileiros que mais lutou contra a corrupção” e avaliou que o Supremo atual é “muito diferente” daquele que o magistrado presidiu de 2012 até se aposentar pois estaria “vendido” e infestado por “frutas podres”.
"Hoje nós temos um Supremo muito diferente da época dele, um que está cada vez mais desacreditado, e até mesmo vendido por causa, vale lembrar, de algumas frutas podres. Toda generalização é perigosa, mas temos pessoas lá cuja permanência é insustentável", avaliou.
Ainda antes de ser oficializado candidato, Zema intensificou a campanha contra o que considera serem abusos de poder da Justiça na série “Os Intocáveis", veiculada nas redes sociais, que retratava os ministros do STF de maneira pejorativa em forma de fantoches. Os principais alvos foram Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes – este último moveu ação por calúnia contra o ex-governador mineiro.
Mesmo assim, Zema manteve as críticas e intensificou a campanha para ter maioria no Senado em prol do impeachment dos ministros. Em abril, chegou a sugerir a “prisão” de Moraes e Toffoli. A motivação foi, respectivamente, um contrato milionário da esposa de Moraes para prestar consultoria jurídica ao Banco Master e a participação societária de Toffoli no Resort Tayayá, que teve parte vendida a um fundo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Sem ter um vice definido até o momento, o ex-governador deixou em aberto a possibilidade de se encontrar com Barbosa quando for ao Rio de Janeiro, cidade em que mora o ex-ministro. “Até porque não o conheço pessoalmente, é uma pessoa que eu sempre admirei muito", afirmou.
O SBT News apurou, porém, que Barbosa não demonstrou a intenção de entrar na disputa como vice até o momento. Filiado ao Democracia Cristã, o ex-ministro esteve no meio de um processo de “escanteamento” do ex-deputado Aldo Rebelo, que teve a pré-candidatura derrubada por decisão unilateral do partido após não conseguir ganhar tração entre o eleitorado.
Barbosa também não teve sucesso em levantamentos de intenção de voto e deixou de lado a candidatura, que passou a ser representada pela advogada Clariana Barão.
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