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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Estresse crônico: Os perigos de viver em alerta contínuo

Estresse prolongado altera o funcionamento do cérebro e aumenta a vulnerabilidade aos transtornos mentais
Brazil Health
O estresse prolongado pode alterar o funcionamento do cérebro e aumentar o risco de transtornos mentais | Reprodução/Magnific
Durante a pandemia de Covid-19, quando grande parte dos atendimentos precisou ser adaptada para a telemedicina, observei um padrão recorrente de ansiedade, insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração e uma sensação persistente de esgotamento entre os pacientes, independentemente da idade ou da história de vida. Essa experiência despertou meu interesse em compreender de forma mais profunda o papel do estresse no adoecimento psíquico.

Embora cada caso apresentasse suas particularidades, havia um elemento comum. Antes do surgimento dos sintomas, quase sempre existia um período prolongado de tensão provocado por situações que pareciam não ter saída. Perdas financeiras, conflitos familiares, rupturas afetivas, excesso de trabalho, doenças ou mudanças inesperadas mantinham o organismo em permanente estado de vigilância.

O estresse é um mecanismo biológico essencial para a sobrevivência, pois sempre que o cérebro identifica uma ameaça, real ou percebida, ativa uma série de respostas coordenadas pelo sistema nervoso e pelo sistema endócrino. Em poucos segundos, hormônios como adrenalina e cortisol são liberados para preparar o corpo para reagir.

Essa reação, conhecida como luta ou fuga, foi decisiva ao longo da evolução humana. Diante de um perigo iminente, era necessário decidir rapidamente entre enfrentar a ameaça ou buscar proteção. Para isso, os batimentos cardíacos aceleram, a respiração se intensifica, os músculos recebem mais sangue e a atenção passa a se concentrar quase exclusivamente no risco. Mais no sbtnews

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