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sábado, 25 de julho de 2026

25 de julho: O futuro da mulher negra também é do Brasil

No Dia da Mulher Negra, especialistas em pautas raciais analisam como o racismo ainda restringe oportunidades e apontam caminhos para mudar esse cenário
Antonio Souza*sbt
Há mais de três décadas, o dia 25 de julho marca a luta das mulheres negras da América Latina e do Caribe por direitos, reconhecimento e igualdade. No Brasil, a data também homenageia Tereza de Benguela, líder quilombola que resistiu ao sistema escravista no século XVIII e se tornou símbolo da luta contra a opressão.

Mais do que uma celebração, o dia convida à reflexão sobre uma realidade que permanece desigual: mulheres negras continuam sendo as principais vítimas da violência, enfrentam maiores dificuldades para acessar educação e oportunidades de trabalho e seguem sub-representadas nos espaços de poder.

Os indicadores mostram que raça e gênero continuam determinando oportunidades no país. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam que as mulheres negras representaram 65,1% das vítimas de feminicídio registradas em 2025, enquanto mulheres brancas responderam por 34% dos casos.

Na educação, a desigualdade aparece antes mesmo da entrada no mercado de trabalho. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), do IBGE, mulheres brancas têm, em média, 11 anos de estudo, enquanto mulheres pretas e pardas registram 9,4 anos, uma diferença de 1,6 ano de escolaridade.

A realidade também se reflete no emprego. Um levantamento do movimento MUDE com Elas, baseado na PNAD Contínua, mostra que jovens e mulheres negras continuam entre os grupos mais afetados pelo desemprego. Além disso, elas assumem de forma desproporcional o trabalho de cuidado, remunerado ou não, reduzindo o tempo disponível para estudar, buscar qualificação e disputar melhores vagas no mercado. Mais no sbtnews

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