Fotos: Reprodução / Redes Sociais / PF-MS

Confira em vídeo: instagram.com/reel
Segundo o governo federal, uma força-tarefa formada pelos ministérios dos Povos Indígenas, dos Direitos Humanos e da Igualdade Racial foi mobilizada para apurar relatos de violência política contra comunidades tradicionais em diferentes regiões do país.
A autenticidade dos áudios, a identidade das pessoas envolvidas e as circunstâncias das ameaças ainda precisam ser esclarecidas durante a investigação. Até o momento, não há comprovação de que a água consumida pelos moradores tenha sido contaminada.
Segundo apuração do portal G1, o prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti, publicou um vídeo nas redes sociais em que pediu desculpas pelas falas atribuídas a pessoas mencionadas na denúncia. Ele classificou o episódio como um mal-entendido e afirmou que as declarações teriam ocorrido em meio à euforia após as eleições e possivelmente sob efeito de álcool.
O cacique Ivan Montiel, liderança da Aldeia Sassoró e vereador do município, condenou as ameaças e afirmou que buscará a responsabilização dos envolvidos nas esferas criminal e cível.
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) também denunciou outros episódios de violência em Mato Grosso do Sul, incluindo ameaças de morte, manifestações racistas e atropelamentos.
Um indígena morreu após ser atropelado na rodovia MS-289, entre Coronel Sapucaia e Amambai, na madrugada de sábado (24). As circunstâncias do acidente ainda são desconhecidas, e não há confirmação de que o caso tenha relação com violência política ou com as denúncias registradas após o segundo turno das eleições.
Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) negou que haja comprovação de genocídio contra os povos indígenas no estado. A pasta afirmou que as forças de segurança atuam para preservar a ordem pública e prevenir conflitos.
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