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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Lideranças denunciam áudios com ameaças de envenenamento contra indígenas em MS; PF investiga caso

Fotos: Reprodução / Redes Sociais / PF-MS
A Polícia Federal (PF) investiga denúncias de ameaças de envenenamento da água consumida por indígenas da Aldeia Sassoró, em Tacuru, no Mato Grosso do Sul, após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em áudios que circulam nas redes sociais, pessoas mencionam a intenção de contaminar a água da comunidade. Lideranças indígenas denunciaram o caso ao Ministério dos Povos Indígenas (MPI), que acionou a PF na segunda-feira (26).
Confira em vídeo: instagram.com/reel

Segundo o governo federal, uma força-tarefa formada pelos ministérios dos Povos Indígenas, dos Direitos Humanos e da Igualdade Racial foi mobilizada para apurar relatos de violência política contra comunidades tradicionais em diferentes regiões do país.

A autenticidade dos áudios, a identidade das pessoas envolvidas e as circunstâncias das ameaças ainda precisam ser esclarecidas durante a investigação. Até o momento, não há comprovação de que a água consumida pelos moradores tenha sido contaminada.

Segundo apuração do portal G1, o prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti, publicou um vídeo nas redes sociais em que pediu desculpas pelas falas atribuídas a pessoas mencionadas na denúncia. Ele classificou o episódio como um mal-entendido e afirmou que as declarações teriam ocorrido em meio à euforia após as eleições e possivelmente sob efeito de álcool.

O cacique Ivan Montiel, liderança da Aldeia Sassoró e vereador do município, condenou as ameaças e afirmou que buscará a responsabilização dos envolvidos nas esferas criminal e cível.

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) também denunciou outros episódios de violência em Mato Grosso do Sul, incluindo ameaças de morte, manifestações racistas e atropelamentos.

Um indígena morreu após ser atropelado na rodovia MS-289, entre Coronel Sapucaia e Amambai, na madrugada de sábado (24). As circunstâncias do acidente ainda são desconhecidas, e não há confirmação de que o caso tenha relação com violência política ou com as denúncias registradas após o segundo turno das eleições.

Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) negou que haja comprovação de genocídio contra os povos indígenas no estado. A pasta afirmou que as forças de segurança atuam para preservar a ordem pública e prevenir conflitos.

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