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terça-feira, 27 de outubro de 2026

Engenheiro agredido após ato pró-Lula em Santos tem morte cerebral

Foto: Reprodução
O engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, teve a morte encefálica confirmada após ser agredido e roubado por um grupo de homens em Santos, no litoral de São Paulo. O ataque aconteceu na madrugada do sábado (24/10), quando ele se afastou de uma apresentação política em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os próprios agressores transmitiram o crime ao vivo pelo TikTok. Via 180graus

Segundo o pai da vítima, a família já havia sido informada do quadro no domingo (25/10), quando o engenheiro foi transferido da Santa Casa de Santos para o Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O exame que confirmou a irreversibilidade da situação teve resultado por volta das 17h da segunda-feira (26/10).

Marcelo acompanhava o show da Banda Esquerdantina quando saiu para ir ao banheiro. No caminho, foi abordado por pelo menos sete homens, que exigiram o celular dele sob ameaça. As imagens gravadas pelo grupo foram acompanhadas em tempo real por dezenas de pessoas na plataforma. No vídeo, é possível ouvir os criminosos intimidando o engenheiro e mandando que ele entregasse o telefone. Marcelo tenta argumentar, mas recebe um soco, cai no chão e tem os pertences levados. Ao perceberem que a vítima estava desacordada, um dos suspeitos comenta: "Vish, nossa. Dormiu, louco".

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso está com o 4º Distrito Policial de Santos. Os investigadores analisam as imagens que circulam nas redes e buscam câmeras de monitoramento e outros elementos para identificar e prender os envolvidos, além de esclarecer a motivação do crime. Amigos de Marcelo estranharam a demora e saíram à procura dele. O engenheiro foi encontrado inconsciente na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas.

Em nota, a Banda Esquerdantina confirmou a agressão e cobrou investigação rápida e punição dos responsáveis. Embora a motivação ainda não tenha sido esclarecida pela polícia, o grupo também manifestou repúdio à homofobia e prestou solidariedade à família. A Unifesp, onde Marcelo cursava o mestrado, também divulgou nota de repúdio e pediu apuração do caso.

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