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domingo, 25 de outubro de 2026

Hospital se pronuncia após médico dizer que não atende petistas e chamar eleitores de "vagabundos"

Médico escreveu ofensas nas redes sociais e disse ter “recursos” para evitar atender eleitores do PT
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, repudiou as declarações do cardiologista Clederson Henry Dina, que afirmou não atender eleitores do PT. As informações foram divulgadas pelo UOL. O médico publicou mensagens no Instagram com ofensas a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na véspera do segundo turno das eleições presidenciais. Por: Metro1

Em stories na rede social, Dina escreveu: “Não atendo petistas vagabundos”. Em outra publicação, afirmou ter “recursos” para evitar atender pacientes desse grupo, mas não explicou como identificaria suas posições políticas. As mensagens foram apagadas antes de completar 24 horas, segundo o UOL.

O que diz o hospital
Procurado, o Einstein afirmou que as declarações individuais de profissionais não representam a posição da instituição. O hospital também informou que repudia manifestações discriminatórias e que o caso está sendo analisado internamente.

"O Einstein conta com cerca de 20 mil médicos, entre autônomos e contratados, que atuam no hospital. Declarações individuais desses profissionais não representam o posicionamento institucional da organização. O Einstein repudia de forma veemente qualquer manifestação ou ação discriminatórias e não tolera condutas que atentem contra o respeito e os direitos de qualquer pessoa. O caso mencionado está sendo tratado de acordo com o código de ética, princípios e diretrizes institucionais", informou o hospital.

Ligação com clínica e regras da profissão
De acordo com o UOL, antes da repercussão, o perfil do cardiologista mencionava ligação com o Einstein e com a clínica do infectologista David Uip. A assessoria de Uip informou ao portal que Dina não é funcionário da clínica e apenas aluga uma sala de atendimento no mesmo prédio. Procurado pelo UOL, o cardiologista não respondeu.

O Código de Ética Médica determina que a profissão seja exercida sem discriminação. A norma também proíbe que médicos deixem de prestar assistência em serviços de urgência e emergência quando essa for sua obrigação. A recusa de atendimento depende das circunstâncias, mas discriminar pacientes por suas convicções políticas contraria os princípios éticos da profissão.

"É vedado ao médico deixar de atender em setores de urgência e emergência, quando for de sua obrigação fazê-lo, mesmo respaldado por decisão majoritária da categoria", diz a norma.

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