Doença fez 15 vítimas com até 2 anos em 2026
Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil


O diretor do PNI, Eder Gatti, afirma que o país tem estoques do imunizante e contratos para manter o abastecimento em dia e atribui o percentual alarmante aos ataques contra a vacina feitos durante a pandemia, inclusive por membros do governo da época, como o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Desde 2024, o imunizante é recomendado no calendário básico de vacinação aos 6, aos 7 e aos 9 meses de idade, mas as aplicações podem ser feitas até os 5 anos. Apesar disso, grande parte da população tem optado por não vacinar seus filhos, por acreditar em alegações falsas.
Como resultado dessa enorme hesitação vacinal, o Brasil continua registrando mortes por covid-19 na população infantil. Este ano, mais de 1,1 mil crianças menores de 14 anos precisaram ser hospitalizadas com quadros respiratórios graves causados pelo coronavírus. Entre as 25 que morreram, 15 eram menores de 2 anos.
Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, o diretor do PNI disse que o mundo inteiro tem enfrentado o desafio de vacinar as crianças contra a covid-19, por causa da desinformação disseminada contra os imunizantes, que são a principal forma de proteção contra a doença.
"Tem que pôr na conta de quem de fato deve. A gente compra as vacinas, distribui e cumpre nossa obrigação constitucional, só que há o desincentivo da população para se vacinar. Inclusive, qualquer vacina de covid que é perdida hoje, a culpa é do discurso antivacina. E essa cifra tem que ser colocada na mesa." Mais na agenciabrasil
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