O verdadeiro dono do imóvel descobriu a fraude e organizou uma emboscada para capturar o estelionatário no momento da assinatura dos documentos
Foto: - Divulgação PCPR

A investigação começou depois que o proprietário do imóvel descobriu que sua residência estava sendo anunciada para venda em uma plataforma na internet, sem sua autorização. O policial procurou as autoridades, que organizaram uma operação para flagrar o suspeito durante a negociação com um possível comprador.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, o homem aparece oferecendo o imóvel e tentando convencer interessados a realizar o pagamento antecipado. Na gravação, ele afirma que a casa vale R$ 500 mil, mas propõe receber R$ 60 mil inicialmente.
"Estou vendendo a casa em um preço bom. Tenho essa casa há 28 anos. Uma casa de meio milhão de reais. Só o terreno está R$ 350 mil. Me dá R$ 60 mil agora e, no prazo máximo de cinco meses, já vai estar desocupada", dizia o suspeito.
Segundo o delegado Rodrigo Brown, da Polícia Civil, o homem compareceu ao cartório com documentos referentes a outros imóveis para tentar dar aparência de legalidade à negociação. A intenção, conforme a investigação, era receber o dinheiro antecipadamente e desaparecer, deixando o comprador no prejuízo.
"Ele acabou solicitando o pagamento de certa quantia de sinal de negócio e, ontem, no meio da tarde, num cartório nas proximidades do Boqueirão, ele compareceu com alguns documentos de outros imóveis a fim de tentar ludibriar o suposto comprador", explicou o delegado.
Os policiais acompanharam a negociação e realizaram a prisão no local. O suspeito foi encaminhado à sede do Departamento Estadual de Repressão ao Crime Organizado (Draco), onde foi autuado em flagrante por estelionato. Ele permaneceu preso à disposição da Justiça. De acordo com Rodrigo Brown, o homem possui um extenso histórico policial, com registros de envolvimento em crimes anteriores aos anos 2000.
A Polícia Civil também alertou para o aumento do risco de golpes envolvendo imóveis no litoral durante a temporada de verão. Segundo o delegado, uma das fraudes recorrentes envolve falsos anúncios de aluguel por temporada. Nesses casos, famílias realizam pagamentos antecipados e descobrem, ao chegar ao destino, que o imóvel não estava disponível para locação.
Para evitar prejuízos, a orientação é verificar a identidade do proprietário, conferir se o endereço corresponde ao imóvel anunciado e pesquisar a procedência das fotografias divulgadas na internet.
A polícia também recomenda consultar o registro profissional de corretores de imóveis, dar preferência a imobiliárias e plataformas conhecidas e evitar pagamentos antecipados sem confirmar a legitimidade da negociação. Sempre que possível, o interessado deve visitar pessoalmente o imóvel antes de fechar o negócio.
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