Os Houthis, grupo rebelde do Iêmen apoiado pelo Irã, assumiram a autoria dos bombardeios ao aeroporto internacional de Riade, capital da Arábia Saudita. A ofensiva vitimou ao menos 12 pessoas e deixou outras 300 feridas. O último ataque foi registrado neste sábado (10). O número de vítimas ainda não foi confirmado oficialmente pelo governo saudita e deve aumentar.
Em matéria publicada pelo The New York Times, Mohammed al-Bukhaiti, uma das principais expoentes do grupo rebelde do Iêmen, afirmou que a ofensiva foi uma retaliação aos bombardeios realizados pela Arábia Saudita contra a nação. O grupo, apoiado pelo Irã, também reivindicou os dois ataques anteriores ao aeroporto nesta semana.
A explosão ocorreu por volta das 15h, no horário local, sem que o sistema de alerta de ameaças da Arábia Saudita emitisse qualquer aviso. Os feridos foram levados a hospitais em ambulâncias e helicópteros. Alguns estão em estado grave. Mais de uma dúzia de ambulâncias foram vistas seguindo para o local.
As operações do aeroporto foram temporariamente suspensas até a conclusão de uma avaliação dos danos e das condições de segurança das instalações, segundo a autoridade de aviação civil saudita. O site de monitoramento de voos Flightradar24 mostrou que todos os voos com destino a Riade haviam sido desviados ou cancelados. Em determinado momento, apenas um helicóptero sobrevoava o aeroporto.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo avalia participar dos bombardeios sauditas contra os Houthis.
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