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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A MORTE COMEÇA, QUANDO NASCEMOS

Por Humberto Pinho da Silva
Tudo passa açodado: passam as horas, passam os dias, passam os anos, e sem percebemos, chega a caduquice, a decadência, a velhice…; e tudo passa num ápice!...

Então, atónitos, interrogamo-nos: como foi possível!?

Paulatinamente, passaram os dias alegres da juventude e, de súbito - o que nos parecia não ter fim, acaba… - e já somos homens e mulheres feitos... As graciosas linhas do rosto juvenil, evolam-se; branqueiam–se de neve, os grisalhos cabelos; e de repente, os indesejados sulcos da face, surgem… e, com eles, maleitas e achaques, próprias do lúgubre crepúsculo... Assim como esmorecerá, a memória, e os cansados olhos, se embaciaram para sempre ...

Escreveu Frei Heitor Pinto, na “Imagem da Vida Cristão”, citando prática de S, Gregório, que: “A morte começa logo que nascemos.”

Asseverando, convicto, que: a vida nunca para, mas rola, assim como o tempo - que nunca está, mas constantemente passa; e termina afirmando: que é erro, saudar amigo, dizendo: “Como está”. Porque ninguém “Está”, mas “Passa”.

As águas do rio, não estão – mas correm, passam; como passam, também, os ponteiros do relógio, que sem cessar, medem, minuto a minuto, o tempo.

No vigor da mocidade, alimentamos - falsa ilusão! - que a vida, não passa, não têm fim; os que perecem, são sempre os outros… os velhos…. os avós, os pais. Mas o tempo passa, rola, voa, e num ápice, chega a triste velhice, com ela, os, incómodos, e arreliadores achaques...

Alguém comparou a vida, a um longo e perlongado sonho: inicia ao adormecer, e termina ao acordar.

Ou à Caverna de Sócrates: Tirante o sentido original da alegoria, narrada por Platão – que apresenta homens acorrentados, a caminhar, morosamente, para a Caverna; por analogia, tomei a ousadia em parte, de adaptá-la, para demonstrar - o que é a vida: todo o ser humano, mais cedo ou mais tarde, acabará – mesmo não querendo, - a precipitar-se na Caverna, ainda que não conheça, o que irá encontrar, porque é enigma para ele.

Um dia, sem o desejar, a negregada. Átropos, sem piedade, cortará a ténue linha, que une a vida, à Eterna Vida,

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