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sábado, 7 de novembro de 2026

Desembargadora baiana condenada à prisão pela Faroeste deixou o Brasil há mais de um mês

Sandra Inês e o filho, Vasco Rusciolelli, também sentenciado a quase 14 anos de cadeia, saíram do Brasil antes do julgamento; destino provável é Portugal, onde ambos teriam cidadania
Foto: Reprodução/TJBA
Condenada recentemente a mais de 14 anos de prisão por envolvimento no esquema de venda de sentenças e grilagem de terras desbaratado pela Operação Faroeste, a desembargadora baiana Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo deixou o Brasil há mais de um mês, de acordo com informações obtidas pela coluna junto a uma fonte com acesso livre ao caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A confirmação da saída da magistrada consta em um ofício remetido pela Polícia Federal ao gabinete do relator da Faroeste no STJ, ministro Og Fernandes.  Por: Jairo Costa Jr. / metro1

Tudo isto é fado!
No documento, Fernandes foi alertado ainda que Sandra Inês deixou o país, provavelmente com destino a Portugal. Ela viajou acompanhada do filho, o advogado Vasco Rusciolelli, apontado como operador de propinas da mãe e também condenado a quase 14 anos de cadeia por envolvimento no maior escândalo de corrupção na história do Judiciário baiano. Embora a desembargadora estivesse sob a iminência de uma condenação, não havia contra ela, a princípio, qualquer medida cautelar que a proibisse de viajar para o exterior a turismo, apenas mudar de domicílio sem aval do STJ.

Cheiro de pizza
Um detalhe, porém, muda tudo: a possibilidade de que Sandra Inês e o filho tenham obtido há anos o direito à cidadania portuguesa. Nesse caso, as leis lusitanas impedem a extradição de cidadãos portugueses condenados por crimes comuns fora de suas fronteiras, sejam eles nascidos ou não no país. No máximo, ficam obrigados a cumprir a pena por lá após decisão transitada em julgado e pedido formal do governo brasileiro, submetido ao crivo da Justiça de Portugal.  Mais no metro1

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