Por Edu Mota, de Brasília / BN
Foto: Reprodução / Agência Brasil

No comunicado divulgado sobre a decisão, os membros do Copom afirmam que o ambiente externo tornou-se mais adverso em função do prolongamento dos conflitos armados no Oriente Médio. Com isso, foram verificados impactos sobre o preço do petróleo e derivados, e da política monetária mais restritiva nas economias avançadas.
"Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities", diz o comunicado.
Em relação ao cenário doméstico, os membros do Copom avaliam que o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião aponta para uma moderação mais acentuada da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos.
"O mercado de trabalho permanece resiliente, porém apresentando sinais de desaquecimento na margem. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes aceleraram, situando-se acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta", diz o Copom.
Com a decisão tomada nesta quarta pelo Banco Central, o Brasil segue com a maior taxa de juros reais no mundo. A taxa brasileira está em 9,49%, contra 7,77% da Turquia, que tem a segunda maior taxa, e os 6,8% da Argentina, o terceiro maior juro real do mundo.
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