Justiça determinou prisão preventiva de ex-diretores; crise deixou milhões de clientes sem acesso ao dinheiro e levou à renúncia do presidente
Por Caroline Vale
Miguel Vázquez, proprietário do Ueno Bank. | Divulgação

O fundador do Ueno Bank, Federico Miguel Vázquez Villasanti, e outros sete ex-diretores da instituição tiveram a prisão preventiva decretada nesta quinta-feira (5), no Paraguai. Eles haviam sido detidos na terça-feira (3), por determinação do Ministério Público. A decisão foi tomada pelo juiz Rodrigo Estigarribia, em meio à investigação sobre suspeitas de irregularidades financeiras que levaram ao fechamento do banco digital.
O encerramento das operações deixou milhões de clientes sem acesso aos próprios recursos e bloqueou depósitos públicos. O caso provocou protestos no país e desencadeou uma crise política que levou à renúncia do presidente Santiago Peña nesta quinta.
Além de Vázquez, foram enviados à prisão Juan Manuel Gustale, ex-presidente do banco; Julio Daniel Rey Fernández; Alejandro Gómez Abente; Diego Fernando Duarte Schussmuller; e Miguel Ángel Almada Frutos.
Duas executivas investigadas, Diana Leticia Mongelós González e Mariana Isabel Torres Rubiani, receberam autorização para cumprir prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.
A investigação apura possíveis irregularidades na concessão de empréstimos a empresas ligadas ao Grupo Vázquez, controlador do banco. Segundo os promotores, entre 2025 e 2026, foram realizadas operações de crédito em condições que não respeitavam os critérios habituais de avaliação de risco.
Ao todo, 27 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público por suspeita de crimes como lesão de confiança, tentativa de estelionato, conduta indevida em situações de crise e violação da obrigação de manter livros comerciais. Leia mais no sbtnews
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