Encontro em Brasília ocorre um dia após o Copom manter a taxa básica de juros em 13,75% ao ano; presidente do Banco Central não deve participar
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Segundo ele, o encontro foi convocado pelo presidente e servirá para compartilhar cenários e propostas. "É mais um esforço para gente dividir os cenários, propostas. Eu vou levar certamente as propostas e ideias em termos gerais do que a gente deve fazer nas próximas semanas", disse o ministro.
Foi chamado o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT). Também devem participar do encontro o ex-ministro Guido Mantega, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Havia a previsão de participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, mas fontes próximas ao dirigente disseram à CNN que ele não deve comparecer.
O encontro ocorre um dia após o Comitê de Política Monetária (Copom) decidir manter a taxa básica de juros em 13,75% ao ano, impondo um freio da tendência de cortes da Selic. A reunião também acontece em meio a questionamentos de agentes econômicos sobre os rumos da política econômica em um eventual quarto mandato de Lula.
Como pano de fundo, há ainda a disputa interna entre setores do PT e do próprio Palácio do Planalto, em relação à política para a Selic que o governo deve adotar. O que está na mesa é se o ideal é impor cortes graduais da Selic para estimular o crescimento econômico ou adotar medidas de ajustes fiscais mais duras antes de apostar em novos cortes na taxa, como forma de conter a inflação e a alta do dólar.
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