
Foto: Divulgação
O Governo da Bahia e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) divulgaram, nesta sexta-feira (24), uma nota conjunta em que criticam as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e defendem a manutenção das negociações diplomáticas para reduzir os impactos sobre a indústria baiana.
No documento, as entidades afirmam que as sobretaxas de 25% e 12,5% representam uma medida unilateral que prejudica cadeias produtivas consolidadas entre os dois países e afeta trabalhadores, empresas e consumidores. Segundo a nota, a Bahia será diretamente atingida, já que cerca de US$ 273,1 milhões em exportações permanecem sujeitos às tarifas, o equivalente a 33,2% das vendas do estado aos EUA em 2025.
De acordo com a nota, os setores mais impactados são os de papel e celulose, borracha e plásticos, produtos químicos, além da cadeia de calçados e couro, importante geradora de empregos no interior da Bahia.
As instituições manifestaram apoio ao Governo Federal nas negociações com os americanos e defenderam como prioridades a reinclusão da celulose solúvel na lista de isenções, a inclusão de pneumáticos e produtos químicos e petroquímicos do Polo de Camaçari entre os itens beneficiados por exceções tarifárias e a preservação das isenções já concedidas para produtos como celulose branqueada, cacau, combustíveis, café e frutas.
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