Mulher manteve por meses uma conduta reiterada de violência, marcada por ofensas e agressões constantes
Por Leilane Teixeira - A Tarde
Abusador produzia material em mídia contendo abuso contra a enteada - Foto: Claudia Soraya/Unsplash

Uma mulher de 46 anos foi condenada a cinco anos de prisão em Roraima pelos crimes de lesão corporal e racismo praticados contra a própria filha, de 17 anos. Segundo a Polícia Civil do estado, as agressões físicas e verbais eram motivadas por preconceito relacionado à identidade de gênero e à raça da adolescente.
A denúncia foi registrada em março de 2025, e a sentença condenatória foi proferida em dezembro do mesmo ano. O caso, no entanto, só veio a público na última segunda-feira, 12.
Violêcia
De acordo com o delegado Matheus Rezende, responsável pelas investigações, a mãe manteve por meses uma conduta reiterada de violência, marcada por ofensas e agressões constantes. Em depoimento, a adolescente relatou ter sido alvo frequente de xingamentos e frases discriminatórias que negavam sua identidade de gênero.
Ainda segundo a polícia, a própria acusada confirmou, em interrogatório, que proferiu as ofensas, alegando que agia como forma de “proteção” e que pretendia “despertar a filha para a vida real”.
Além das agressões verbais, o inquérito apontou episódios de violência física e ameaças graves, configurando um contexto contínuo de violência doméstica. A Polícia Civil destacou que os ataques tinham como foco a identidade de gênero e a raça da vítima, que é uma adolescente transgênero. Embora tenha sido designada do sexo masculino ao nascer, ela se reconhece e se identifica como mulher.
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