Chamado de "Next Generation of Condoms" ("Próxima Geração de Camisinhas", na tradução do inglês), o concurso faz parte de uma nova rodada de um projeto maior, o "Grand Challenges Explorations", mantido pela Bill and Melinda Gates Foundation desde 2008. A ideia é incentivar projetos inovadores que contribuam para resolver problemas de saúde, educação, habitação, saneamento, entre outras áreas, que atinjam habitantes de países em desenvolvimento. No caso do concurso aberto, a fundação pondera que o uso universal do preservativo não é atingido de forma plena por alguns fatores - um deles é que muitos homens alegam que usar camisinha diminui o prazer. "Mulheres, especialmente aquelas em grupos de risco, como as prostitutas, têm dificuldade em 'negociar' o uso da camisinha", afirma Stephen Ward, chefe de programa da Bill and Melinda Gates Foundation, no blog da instituição.
"A inegável verdade é que a maioria dos homens prefere sexo sem camisinha, enquanto as preocupações ligadas à infecção por HIV e complicações por gravidez não planejada recaem mais sobre suas parceiras", pondera Ward. Por isso, os organizadores do concurso dizem estar em busca de novos modelos de camisinha que preservem e até elevem o prazer na hora do ato sexual, como meio de aumentar o uso regular do preservativo pelas pessoas. Características que facilitem o uso tanto do preservativo masculino quanto do feminino, como design diferente, novos materiais e embalagens mais fáceis de serem abertas também são ideias que a fundação levará em conta na hora de avaliar um projeto. A ideia é ter uma nova camisinha que mantenha as funções atuais de proteção a doenças, como a Aids, mas que possa ser mais "atraente" e aceita de forma ampla pela população. (G1).
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