Liga determina que casas parceiras retirem mercados considerados de risco e aposta em inteligência artificial para detectar possíveis manipulações
Juliana Rodrigues•galaticosonline
Foto: Shutterstock
A NBA decidiu apertar o cerco contra apostas esportivas que podem facilitar esquemas de manipulação de resultados. Às vésperas da temporada 2026/27, a liga orientou as casas parceiras a suspender mercados considerados mais vulneráveis, incluindo combinações de estatísticas individuais e palpites sobre os primeiros lances de uma partida. A medida busca reduzir brechas para irregularidades após investigações envolvendo jogadores e suspeitas de uso de informações privilegiadas.
Entre os mercados vetados estão apostas sobre quem vence a disputa inicial de posse de bola, quem registra a primeira cesta, assistência ou rebote e combinações de metas estatísticas de um mesmo atleta. Também foram incluídos palpites sobre erros em arremessos específicos e desempenho abaixo do esperado de jogadores que atuem por menos de 12 minutos. As restrições ampliam medidas anteriores, que já abrangiam mercados ligados a perdas de bola, faltas e lances livres desperdiçados. “Há um equilíbrio entre garantir que eliminemos tipos de apostas problemáticos e, ao mesmo tempo, garantir que não simplesmente transfiramos a atividade para o mercado ilegal”, afirmou Scott Kaufman-Ross, vice-presidente executivo da NBA, à ESPN dos Estados Unidos.
A decisão ocorre após casos que abalaram a liga, como o de Jontay Porter, banido em 2024 por fornecer informações confidenciais a apostadores e limitar sua participação em jogos, segundo a investigação, e o de Terry Rozier, preso em 2025 sob suspeita de envolvimento em um esquema de apostas — ele se declarou inocente. Além das restrições, a NBA desenvolveu uma ferramenta de inteligência artificial para identificar padrões suspeitos, cruzando dados como relatórios de lesões, atividade nas redes sociais e movimentações nas apostas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário