Coligação enviou relatório para as Nações Unidas e pediu que autoridades investiguem possível vantagem de exposição a Flávio Bolsonaro
Antonio Souza, Eduardo Gayer - SBT

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, enviou neste sábado (17) um relatório à Organização das Nações Unidas (ONU) e pediu à Procuradoria-Geral Eleitoral e à Polícia Federal (PF) que apurem se a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) recebeu benefícios da Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp.
A coligação aponta diferenças no alcance de vídeos dos candidatos, nas recomendações de perfis e canais e nas respostas da inteligência artificial (IA) da Meta a pedidos de imagens de campanha. Alega que Flávio teria alcançado mais pessoas em vídeos, apesar de ter menos seguidores.
Para calcular o possível valor da vantagem, a campanha comparou visualizações excedentes com o preço de anúncios pagos. Trata-se de uma estimativa hipotética apresentada pela coligação. O cálculo, por si só, não comprova que a Meta tenha pago à campanha ou concedido a ela um benefício naquele valor.
TSE determinou que Meta não interfira na distribuição
Na última quinta-feira (15), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta não interferisse na distribuição de conteúdo político-eleitoral sobre candidatos do segundo turno, sob pena de multa. A medida foi tomada após conteúdos ligados à candidatura de Lula sofrerem restrições de distribuição.
Nesta quarta-feira (14), foi confirmado que a inteligência artificial da Meta no WhatsApp gerava uma arte com a inscrição “Flávio 22”, mas recusava um pedido semelhante para “Lula 13”.
A Meta afirmou que uma falha nas proteções da inteligência artificial permitiu gerar materiais favoráveis a Flávio, enquanto solicitações semelhantes envolvendo Lula eram recusadas. Segundo a empresa, o problema foi identificado e corrigido em 14 de outubro, e não houve favorecimento político.
A empresa explicou que os sistemas bloqueavam pedidos com os nomes explícitos dos candidatos, mas nem sempre reconheciam combinações de nomes comuns com números eleitorais. Por isso, solicitações com “Flávio” e o número 22 podiam gerar imagens de campanha. A mesma brecha também permitia criar imagens com “Luiz” e o número 13.
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