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domingo, 18 de outubro de 2026

Avião que caiu em rio no Acre é de 1977 e não tinha autorização para operar como táxi aéreo, aponta Anac

Consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro mostra que aeronave de prefixo PT-NLE estava em situação normal e tinha certificado de aeronavegabilidade válido até abril de 2027. Quatro ocupantes sobreviveram ao acidente neste sábado, 17.

O avião que fez um pouso forçado em um rio no interior do Acre neste sábado, 17, foi fabricado em 1977 e não possui autorização para realizar operação comercial como táxi aéreo. As informações constam no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), consultado pelo portal A GAZETA após o acidente.

A aeronave tem o prefixo PT-NLE e é um Neiva EMB-711C. Apesar de não possuir autorização para táxi aéreo, o cadastro da Anac aponta situação “normal” para o avião e certificado de aeronavegabilidade com validade até 22 de abril de 2027.

O registro também classifica o operador como privado. A consulta indica que não há autorização para operação comercial sob o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil, referente a táxi aéreo, nem para operação comercial.

Também aparecem como “não autorizados” o Serviço Aéreo Especializado (SAE) e os voos de instrução.

A ausência de autorização para táxi aéreo, isoladamente, não significa que o voo realizado neste sábado tenha sido irregular.

O avião possui quatro assentos, sendo três destinados a passageiros. A tripulação mínima prevista na certificação é de uma pessoa. O peso máximo de decolagem informado no cadastro é de 1.202 quilos. A classe da aeronave aparece como “pouso convencional 1 motor convencional”.

Quatro ocupantes sobreviveram
O avião fez um pouso forçado em um rio nas imediações de Santa Rosa do Purus durante o retorno de uma viagem realizada neste sábado. Entre os quatro ocupantes estavam o comunicador e apresentador do AcreCap Marcos Bergson, o cinegrafista Jean Silva e o piloto Douglas Campos.

A equipe havia ido a Santa Rosa do Purus para a entrega de um prêmio de R$ 220 mil e retornava quando ocorreu o problema.

Em relato após o resgate, o piloto afirmou que percebeu óleo no para-brisa logo depois de a aeronave ultrapassar a camada de nuvens. Ao verificar os instrumentos, identificou redução na pressão do óleo.

Douglas estimou inicialmente que teria aproximadamente cinco minutos de funcionamento do motor, mas, segundo ele, cerca de um minuto e meio depois o motor parou. O piloto iniciou então o procedimento de emergência e direcionou a aeronave para o rio após conseguir passar para baixo das nuvens.

Com o impacto, o avião ficou parcialmente submerso. Os quatro ocupantes conseguiram deixar a aeronave e permaneceram sobre as asas enquanto aguardavam ajuda.

Cerca de 40 minutos depois, uma embarcação que passava pela região encontrou o grupo e o levou até uma residência às margens do rio.

Posteriormente, os sobreviventes foram resgatados por um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e levados para Rio Branco. A equipe aérea enfrentou condições meteorológicas adversas e teto baixo durante a operação de resgate.

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