
Decisão unânime garante continuidade da atuação das Nações Unidas na resposta ao HIV, mesmo diante de cortes de financiamento. Mudanças vão priorizar direitos humanos, participação das comunidades e fortalecimento das ações nos países.
O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) não será extinto. A decisão foi tomada por unanimidade pelo Conselho de Coordenação do Programa (PCB), durante reunião extraordinária realizada na segunda-feira (26), em Genebra, na Suíça. Em meio à redução de recursos e às discussões sobre a reestruturação das Nações Unidas, os integrantes do Conselho rejeitaram a proposta de encerramento da organização e aprovaram diretrizes para sua transformação, com o compromisso de preservar os avanços conquistados na resposta global à epidemia.
A decisão representa uma mudança importante nos rumos do programa, que enfrentava a possibilidade de encerramento no contexto da Iniciativa ONU80, processo de reforma das Nações Unidas voltado à redução de custos e à reorganização de suas estruturas. Em vez da extinção, o Conselho defendeu a manutenção de um Unaids mais enxuto, eficiente e integrado aos países, sem comprometer sua atuação na defesa dos direitos das pessoas que vivem com HIV e das populações mais vulneráveis à epidemia.
A diretora executiva do Unaids, Winnie Byanyima, destacou a importância da mobilização de governos, organizações da sociedade civil e ativistas para assegurar a continuidade do programa.
“Vocês rejeitaram o fim do Unaids e optaram por transformar e fortalecer este Programa Conjunto único. Agradeço aos países participantes, aos doadores, à sociedade civil e aos ativistas que se mantiveram firmes e lutaram pelo futuro do Unaids. Salvar o Programa Conjunto é apenas o começo. Agora, precisamos transformá-lo e garantir que essa transformação seja bem-sucedida”, afirmou.
Reforma manterá direitos humanos e participação da sociedade civil
O novo modelo aprovado pelo Conselho prevê a manutenção do mandato das Nações Unidas sobre o HIV, com um secretariado central fortalecido e concentrado em quatro funções essenciais. As organizações copatrocinadoras do Unaids passarão a assumir maior responsabilidade pelas áreas técnicas, enquanto governos e comunidades terão participação ampliada na definição e na execução das estratégias de enfrentamento à epidemia. Mais na agenciaaids
Nenhum comentário:
Postar um comentário