Naturalização pode abrir brecha para os clubes?
Luana Campos•galaticosonline
A nova regra para jogadores estrangeiros no Campeonato Brasileiro pode levar os clubes a buscar uma "brecha", que está prevista na legislação brasileira: a naturalização de atletas que já vivem no país há vários anos.
Com a obtenção da nacionalidade brasileira, esses jogadores deixam de ocupar as vagas destinadas a estrangeiros, conforme o critério utilizado nas competições nacionais.
A partir de 2027, o número máximo de estrangeiros relacionados por partida cairá de nove para oito, com redução gradual até chegar a cinco em 2030. A mudança foi aprovada pelos clubes das Séries A e B e tem como objetivo ampliar o espaço para jogadores brasileiros.
A possibilidade, porém, não é automática. O jogador precisa cumprir as exigências legais para obter a cidadania, como residência contínua de quatro anos e por tempo indeterminado, ser maior de 18 anos, ter capacidade de se comunicar em português e não possuir condenação penal, ou estar reabilitado nos termos da lei.
A mudança na regra trouxe atenção para atletas estrangeiros que construíram uma trajetória prolongada no Brasil. Entre alguns nomes estão Giorgian De Arrascaeta, do Flamengo, Gustavo Gómez, do Palmeiras, Germán Cano, do Fluminense, até Martínez, volante do Vitória
Com a mudança, os clubes terão de reorganizar seus elencos e avaliar alternativas para manter a competitividade sem ultrapassar o novo limite. A discussão também levanta uma questão: a redução de estrangeiros vai ampliar de fato as oportunidades para atletas brasileiros ou estimulará novas estratégias de planejamento dos clubes?
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