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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Lula afirma que Uruguai cede cota ociosa de carne à China

Lula diz que Uruguai cedeu ao Brasil excedente de cota de carne bovina na China
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira (21) que o Uruguai cedeu ao Brasil o direito de aproveitar a parcela não utilizada de sua cota de carne bovina no mercado chinês. A informação foi divulgada pelo próprio presidente em publicação na rede social X, após reunião bilateral com o presidente uruguaio, Yamandú Orsi, em Nova York, durante os encontros de líderes na Assembleia Geral da ONU. Via SpaceMoney.

Pela regra em vigor, o Uruguai pode embarcar 324 mil toneladas em 2026, volume que sobe para 331 mil toneladas em 2027. O Brasil recebeu autorização para exportar 1,1 milhão de toneladas, teto atingido de forma precoce, em cerca de sete meses.

A transferência, porém, ainda depende de aval formal de Pequim. Nem o Ministério do Comércio da China (Mofcom) nem a embaixada chinesa se manifestaram até o momento. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou que tomou conhecimento do assunto pela postagem presidencial e que ainda não tem posicionamento definido.

Salvaguarda limita embarques desde janeiro
Desde janeiro de 2026, a China restringe o volume de carne bovina importado de cada origem, com o objetivo de resguardar seus produtores diante dos preços mais baixos ofertados por fornecedores de grande porte, caso do Brasil. A salvaguarda vale até o fim de 2028 e acirrou a disputa entre exportadores, esgotando cotas antes do previsto.

Em junho, os embarques brasileiros somaram 158,3 mil toneladas. Em agosto, recuaram para cerca de 16,1 mil toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Levantamento do setor aponta que menos de 30% da cota uruguaia havia sido escoada até meados de julho, algo em torno de 97 mil toneladas. O Brasil tenta desde o início do ano autorização chinesa para usar as cotas de países que não conseguem escoar seus volumes.  

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