Grupo cobrava até US$ 100 mil para facilitar a obtenção de status de imigração legal no país
Julia Delaosa/SBT
Gruas de construção civil na Casa Branca | Patrícia Vasconcellos/SBT News

De acordo com a acusação apresentada em um tribunal federal de Manhattan, estrangeiros chegavam a pagar US$ 100 mil para participar do esquema. O dinheiro era destinado a um grupo de seis “facilitadores”, que encontravam cidadãos norte-americanos dispostos a se casar com os estrangeiros.
Os cidadãos dos Estados Unidos recebiam até US$ 30 mil para aceitar os casamentos, segundo a acusação.
Depois da união, os integrantes do esquema ajudavam os recém-casados a apresentar documentos ao Departamento de Segurança Interna dos EUA. O objetivo era permitir que os estrangeiros envolvidos no esquema obtivessem status de imigração legal nos Estados Unidos.
O procurador-geral Todd Blanche classificou o caso como “um dos maiores processos por fraude matrimonial da história dos EUA”. Ele também afirmou que o esquema mostra “até onde as pessoas são capazes de ir para burlar nosso sistema de imigração”.
O indiciamento foi anunciado após um decreto assinado pelo presidente Donald Trump na semana passada para restringir o chamado “turismo de nascimento”. A medida foi anunciada depois que a Suprema Corte dos EUA decidiu a favor de amplos direitos de cidadania para bebês nascidos nos Estados Unidos.
Também nesta quarta-feira, o Departamento de Estado informou que começou uma iniciativa para revisar as atividades de pessoas que possuem visto. A intenção é combater casos de mulheres que viajam aos Estados Unidos exclusivamente para obter a cidadania para os filhos.
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